PECA 2018

 

 

NOVOS DESAFIOS !

Os contatos com a Comissão 2018 começaram bem cedo, quase como numa extensão do trabalho com a Comissão anterior.

Encontrei pela primeira vez com trio de alunes que era o núcleo da Organização ali nos jardins da Santa Casa, e conversamos para nos conhecermos e buscarmos afinidades. Um processo bem parecido com todos os outros, principalmente o de 2017. Acredito muito nesse processo de trabalho que não chega já apresentando uma proposta pronta, mas que procura primeiro ouvir e entender, para depois construir e refilar as arestas junto com a outra parte.

O que ficou dessa primeira conversa com eles foi de que tinham bastante consciência de todo o caminho já percorrido pelo PECA por todas as Comissões anteriores, até chegar na gestão deles, quase 15 anos depois. De como eles se sentiam felizes e responsáveis por produzir mais um edição.

E que fazia parte dessa responsabilidade, na opinião deles, não só cuidar para que fosse realizada com sucesso mais uma edição de um mesmo modelo que há 13 anos vinha sendo executado, mas também pensar propostas que levassem o PECA, ao longo do tempo, a refletir sobre como sua atuação como projeto de extensão acadêmica precisava acompanhar as mudanças em curso na sociedade, na academia, na área clínica.

Entendi que gostariam que a cobertura fotográfica contribuísse, de alguma forma, nesse sentido. Que a documentação em imagens do PECA acompanhasse as proposições de evolução e reflexão que acreditavam ter coerência e importância naquele momento do Programa Expedições, e dos atuais contextos de vida em sociedade em geral.

Por dentro eu estava vibrando incrivelmente, quase sem fôlego de estar ouvindo tudo aquilo; já querendo trabalhar junto com aquela moçada que, logo de primeira, trazia questões tão fortes e importantes. Que demonstravam enxergar o PECA como um programa que era muito mais que executar atendimento-clínico-voluntário-assistencial.

Demorei algumas semanas para absorver aquela conversa, refletir sobre os propósitos da F14 Fotografia, sobre as abordagens que poderia ter para uma proposta de trabalho.
Me senti docemente pressionado e isso me motivou de querer ir além do que já tinha ido (e feito) nos 2 anos anteriores.

AMPLIANDO ABORDAGENS

Para o PECA 2018 pensei então numa proposta de trabalho que combinasse o caráter documental que geralmente é feito nos registros fotográficos, com um toque de narrativas de pesquisas, que vão mais além na descoberta, compilação e disseminação de conteúdos.

Escolhi começar a pensar numa proposta partindo de 3 pontos de introdução: (1) para ter ideia do tamanho do deslocamento já realizado, desenhar no mapa do estado de São Paulo o roteiro nos quase 15 anos do PECA e as distâncias aproximadas percorridas até então; (2) as definições de alguns vocábulos que permeiam o universo PECA e alguns conceitos advindos de outras Ciências Humanas; (3)  e alguns passeios no Museu Santa Casa.

 

SAÚDE: estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital; estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar.   |   ATENÇÃO: ato ou efeito de se ocupar de (alguém ou algo); cuidado, zelo, dedicação; boa vontade, disposição para ouvir o que alguém tem para dizer.   |   HUMANIDADE: sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos.   |   TEMPO: duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem; determinado período considerado em relação aos acontecimentos nele ocorridos; época.   |   MEMÓRIA: faculdade de conservar e lembrar estados de consciência passados e tudo quanto se ache associado aos mesmos; relato que alguém faz a partir de acontecimentos históricos dos quais participou ou foi testemunha, ou que estão fundamentados em sua vida particular; memorial.   |   LUGAR: espaço percebido pelos indivíduos, com destaque para uma relação de afetividade, identidade e pertencimento.

ESPAÇO GEOGRÁFICO é o meio utilizado e transformado pelas atividades humanas. Em termos gerais, ele se difere do ESPAÇO NATURAL, em função do fato de o último não sofrer diretamente as consequências das práticas econômicas, sociais, culturais e cotidianas presentes nas sociedades e envolvendo tanto o meio rural quanto o meio urbano. Na verdade, existem vários conceitos de espaço geográfico, variando conforme a abordagem e a corrente de pensamento empregada. Em alguns casos, ele é visto como um “receptáculo”, um palco das atividades humanas; em outros, ele é concebido como uma conjunção de elementos da natureza, sendo também conceituado como reflexo e condicionante das práticas sociais.   |   Milton Santos, em seu livro A Natureza do Espaço, afirma que “o espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá” [1]. Sendo formado por objetos e por ações, ele se insere e se estrutura a partir da lógica de produção, em que objetos naturais propiciam um espaço natural que, por meio das técnicas, transforma-se em objetos tecnológicos que modificam e são modificados pelo meio. Sendo assim, o espaço geográfico constrói-se a partir da transformação dos elementos naturais pelas práticas antrópicas. Por isso, ele guarda consigo as marcas históricas das civilizações e suas transformações ao longo do tempo, haja vista que novas construções e reconstruções estão sempre acontecendo, porém não de forma igualitária ao longo da extensão das sociedades.   |   É importante, porém, que não se confunda o conceito de espaço geográfico com o de PAISAGEM. Afinal, as paisagens também se diferenciam entre as naturais e as geográficas, pois elas formam a expressão externa do espaço. Basicamente, podemos entender que a paisagem é o espaço apreendido pelos nossos sentidos (visão, olfato, tato, audição e paladar).   |   Além da paisagem, outro conceito que também é relevante para a compreensão do espaço é o de TERRITÓRIO. Esse, por sua vez, também possui várias definições, sendo a mais empregada aquela que se refere às relações de poder. Assim, o território é visto, grosso modo, como uma porção do espaço delimitada pela propriedade ou pelo exercício de um determinado poder ou soberania. A exemplo do território do Brasil, do qual o Estado brasileiro é soberano, ou o território dos traficantes, em que cada área é considerada o domínio de um determinado indivíduo.   |   Outra importante noção, nesse contexto, é a de REGIÃO. Essa, em linhas gerais, pode ser compreendida como uma divisão ou delimitação do espaço geográfico realizada a partir de um critério previamente estabelecido. Por exemplo, podemos dividir a área de uma cidade em diferentes regiões a partir do nível médio de renda da população de cada setor, o que permitiria uma melhor compreensão de cada lugar e o estabelecimento de políticas públicas específicas para cada região.   |   Por fim, podemos destacar, a partir da compreensão do espaço geográfico, o conceito de LUGAR. Esse é entendido, em uma análise mais compreensiva da realidade, como o espaço percebido pelos indivíduos, com destaque para uma relação de afetividade, identidade e pertencimento.

[1] SANTOS, M. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4. ed. 2. reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. P.39.

FONTE DE PESQUISA: PENA, Rodolfo F. Alves. “O que é espaço geográfico?” – Brasil Escola, disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-espaco-geografico.htm> e acessado em 16 de outubro de 2017

 

 

Em seguida, baseado nas conversas que havíamos tido pessoalmente com a Comissão, fizemos um exercício de colocar em lista aquilo que buscavam para aquela edição. Para então, numa identificação de consonâncias, cruzar essas necessidades do PECA com o que a F14 Fotografia podia oferecer:

 

 

Após mais algumas conversas e encontros para tirar dúvidas e definir a amplitude do registro fotográfico, a Comissão fechou para irmos mais uma vez a campo acompanhar o PECA. Nosso combinado foi que continuaríamos com a fotografia documental, buscando atender as necessidades deles como um programa de extensão acadêmica, para os reportes junto ao corpo diretivo da faculdade e aos patrocinadores/apoiadores institucionais; mas também buscando contribuir para a formação do acervo histórico dos alunos e da Faculdade, e da formação de uma memória afetiva dos alunos e professores. Contribuir, através da imagem, da forma que seja cabível nesse contexto todo, para as reflexões a que o PECA e sus aluno se propõem.

Assim, no fim de janeiro desse ano, embarcamos mais uma vez para fotografar o PECA, igualmente felizes e comprometidos com essa nova oportunidade.

 

 

UM BONITO SIMBOLISMO

A Escola Estadual Profa. Maria Isabel Rodrigues Orso, onde foi realizado o atendimento do PECA 2018, fica localizada num bairro de Araraquara que é bem desprovido de opções culturais e esportivas. A quadra da escola é a única opção de lazer para crianças e jovens durante o período de férias escolares. Ciente disso, a escola a deixa aberta e disponível para a população nesse período, a qualquer hora do dia. Mas para o PECA a área da quadra seria a mais indicada para montagem da estrutura de triagem e anamnese, e isso certamente atrapalharia a população do bairro no seu único espaço de lazer. Representantes da Comissão, da escola e do município então pediram para conversar com esses jovens, explicaram a eles o que aconteceria ali a partir do dia seguinte, e sugeriram um acordo para revezamento de uso daquele espaço durante 5 dias: pelo PECA, para receber a população; e por eles em seguida, para jogar bola. Acordo feito, acordo cumprido: todos os dias de manhã, montagem de mesas e cadeiras; todos os dias no meio da tarde, desmontagem para que a bola rolasse até de noitinha pela rapaziada no bairro. Todos os dias, respeito de ambas as partes. E para celebrar essas boas relações, alunos e moradores no último dia jogaram juntos em confraternização. O placar da partida? Pouco importa!

 

OUTROS OLHARES FOTOGRÁFICOS

Documentação em fotografia analógica : os olhares da UNIARA e da criançada no Santa Maluquicecom os intuitos de diversificar os olhares lançados para o PECA e contribuir para estimular ainda mais envolvimento de alguns participantes, a F14 Fotografia propôs para o PECA 2018 coordenar um registro em fotografia analógica que fosse feito pelos alunos-visitantes da faculdade local (UNIARA) e pela criançada que fica sob responsabilidade do Santa Maluquice enquanto os pais/responsáveis estão em atendimento.

A idéia era bem simples: carregar câmeras antigas de funcionamento automático com rolos de filmes 35mm de 36 poses, e deixar os jovens e as crianças exercitarem livremente o olhar, a observação.

A escolha de câmeras automáticas foi justamente para facilitar esse processo de exercício do olhar, uma vez que não seria necessário se preocupar com qualquer aspecto técnico; bastaria escolher o momento de dar o clique e pronto, 1 único botão faria tudo funcionar. Algumas imagens seriam perdidas, mas assumimos que esse risco era inerente à execução da atividade. E que a perda seria pequena.

Apesar de ser pouco didático quanto as tecnicidades de formação da imagem, acreditamos que esse é um dos bons métodos (quando coerente com o contexto da situação) para provocar um outro processo importante: aquele no qual o/a fotógrafo/a presta atenção em si, ao mesmo tempo que presta atenção ao seu entorno/redor, e se empodera através de uma decisão (“fotografar é escolher um momento para gravar um instante de luz, e essa decisão é um processo de racionalidades e de inconscientes; mente, corpo e coração”). Fotografar é um processo analítico de descobertas, confiança e tomada de decisão; o fazer-fotográfico envolve a necessidade de atenção a variáveis externas, a sensações internas e a escolha em um momento único, o momento do clique no disparador.

Foram utilizadas 2 camerinhas e 2 rolos de filme 35mm.
Algumas imagens foram perdidas por má exposição de luz. Mas as imagens a seguir conseguem dar um panorama sobre como foi para os visitantes olharem e registrarem o PECA.

A compra dos rolos de filme e os serviços de revelação em laboratório analógico foram arcados pela F14 Fotografia, em contribuição ao projeto e por estar na responsabilidade da execução do registro do PECA 2018.

Fotografias analógicas crianças no SANTA MALUQUICE
Fotografias analógicas alunos-visitantes da MEDICINA UNIARA

 

AMPLIANDO O ENVOLVIMENTO DE FAZER JUNTO!

No PECA 2018, além das entregas regulares do conjunto de imagens avulsas, reporte em PDF comentando sobre a produção fotográfica, e impressão/montagem da Mostra de Encerramento, também acabamos nos envolvendo diretamente na criação e ativação de um perfil PECA no Instagram. Junto com a aluna da Comissão que estava a cargo das Mídias Sociais, nossa colaboração como parceiros de fotografia foi estabelecer uma linha narrativa com a seleção das imagens e ajudar a escrever alguns textos que as acompanhassem. 

Foram 50 postagens e aqui está uma parte dessas histórias que contamos junto com o PECA no novo Instagram deles :

 

 

Uma estréia: CONFAD – Conflitos Familiares Difíceis

O PECA 2018 marcou uma estréia: os atendimentos da equipe do CONFAD – Conflitos Familiares Difíceis, voltados a pessoas vivenciando situações de violência em ambiente familiar e doméstico.

Maria Fernanda Terra trabalha com o tema há quase 10 anos, e aqui conta em suas próprias palavras sobre a participação na edição desse ano: “Foi a primeira vez que o CONFAD veio ao PECA, e eu acho que foi muito audacioso por parte das alunas, que nunca tinham visto atendimentos desse tipo, mas acreditaram e confiaram. Foi convite delas e a gente fica muito feliz de perceber que os alunos em geral começam a compreender a violência doméstica como um problema também de saúde e que deve ser agregado em um programa tão importante quanto o PECA. Violência doméstica é um problema que a Saúde precisa começar a assumir, mesmo não sendo só um problema dela; precisa se articular e compreender que ela é sim parte desse processo.

Maria Fernanda vai além e conta ainda sobre o papel do homem. E diz que as diferenças nas relações entre homens e mulheres, na forma como acontecem na sociedade ainda hoje, influenciam na saúde: “A gente enquanto sociedade deveria tirar o homem desse lugar de uma pessoa que não aceita as coisas, e problematizar com eles, em todos os espaços que eles buscam, sobre suas responsabilidades nas relações.

A equipe CONFAD no PECA 2018 foi: Beatriz Leme, Gabriela Tomaz, Júlia Vilas Boas, Maria Fernanda Terra, Paula Libório e Stephanie Pereira.

Bem vindas! O PECA é de vocês também!!

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Fonoaudiologia e atendimento em LIBRAS – Linguagem Brasileira de Sinais

Oi, tudo bom? Boa tarde. Eu sou surdo. Meu sinal é esse(…), e meu nome é Daniel. Eu vim até aqui hoje pela primeira vez e estou utilizando esse serviço da Fono, da saúde, pra estar trabalhando com tudo isso pois eu preciso da ajuda delas para interpretar e me explicar os atendimentos. Nós nos conhecemos aqui e eu só tenho a agradecer por tudo isso!

Daniel foi um paciente atendido pelo PECA em Araraquara. Daniel se comunica em Libras e teve o apoio da Fonoaudiologia durante os atendimentos. Fã do Real Madrid, bom de prosa, divertido e extremamente simpático, Daniel cativou com seu olhar e seu sorriso. Esperamos revê-lo em 2019, Daniel. No penúltimo dia de atendimento quem acompanhou o Daniel pelos corredores e salas das especialidades foram as alunas Nathalia Ribeiro e Luíza Paiva, e que linda bonita sintonia rolou entre elas e ele !!

Dois meses após o retorno do PECA a Nathália reviu e traduziu o depoimento que ela e Daniel tinham gravado, e se emocionou ao relembrar daquele momento: “Rever esse vídeo agora mexeu com meu coração pois o Daniel, no último momento do atendimento dele, quando estávamos só conversando, falou que nunca mais vai esquecer da gente e o que tínhamos feito por ele. Isso mexeu muito comigo! E sei que com a Luíza também. Nós nunca vamos esquecer da oportunidade, foi um momento incrível !”    Obrigado meninas! Valeu Daniel !!

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Enfermagem

Enfermagem simboliza os cuidados diários e constantes tão importantes para a saúde dos pacientes. Profissionais que estão incansavelmente ao lado deles, dia e noite, atentos aos mais sensíveis sinais e prontos para agir ou tomar providências junto aos colegas de equipe. Para o PECA é incrível ter ao lado toda a disposição e o carinho que a Enfermagem traz aos atendimentos. Obrigado gente! Vocês representam !!

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Saúde é cotidiano

O agradecimento do PECA 2018 a toda equipe da E.E. Profa. Maria Isabel Rodrigues Orso (Araraquara), que recebeu incrivelmente o nosso atendimento aos pacientes, vai aqui em forma de homenagem e inspiração. Essa é a Mislene Cardoso da Silva, que trabalha na escola em uma função operacional. Todos os dias Mislene pedala cerca de 8 a 10 km (ou 30 min, segundo estima) para ir e voltar de casa pro trabalho. Isso dá ao redor de 2,5h (ou cerca de 50 km) por semana; ou 10h / 200 km por mês. Já tem mais de 1 ano que comprou essa bicicleta e desde então está firme em seu meio de transporte. Ela conta que a autonomia que tem para ir e voltar do trabalho, sem depender de nada ou ninguém que não seja sua própria disposição, é uma das maiores sensações de liberdade que já sentiu na vida. E, claro, que suas pedaladas diárias são uma forma de cuidar da saúde, ciente de todos os benefícios cardiovasculares muito mais importantes que os estéticos. Mislene não passou em atendimento durante o PECA mas representa o que o Programa busca passar para os pacientes: consciência e atitudes cotidianas em benefício a sua saúde. Obrigado E.E. Profa. Maria Isabel Rodrigues Orso ! Parabéns Mislene !!

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Vestiu a camisa !

E o agradecimento do PECA 2018 à toda equipe da Prefeitura Municipal de Araraquara e as Secretarias envolvidas também vai em forma de homenagem ao cara que encarnou incrivelmente o espírito PECA. Beto, palavras não alcançam para expressar nossa alegria de tê-lo ao lado em todos os momentos. <3

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Hora de passar o bastão

Comissão Organizadora PECA 2018
Turma 54 (organização PECA 2019)

Hoje é dia de passar o bastão do PECA para a próxima Comissão para que essa história continue sendo escrita e vivida por muito tempo. Há 1 ano recebemos a missão com alegria e responsabilidade, conscientes de tudo o que já havia sido feito e conquistado pelas Comissões anteriores. Desejamos que a nova Comissão PECA 2019 tenha muito sucesso e força para produzir mais um lindo Programa Expedições. Agradecemos a todo mundo que esteve junto! Já já o PECA é com a turma 54.  ARRASEM !!!

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FECHAMENTO F14 FOTOGRAFIA

Produzir a cobertura fotográfica para o PECA 2018 se mostrou um dos maiores desafios na caminhada da F14 Fotografia até o momento.

Desde o início do processo, nas conversas de apresentação para a Comissão, ser instigado a pensar diferente do tradicional das coberturas anteriores nos levou ao exercício de refletir em que pé estava nosso próprio trabalho após 7 anos de existência e atuação. Botar na balança e revisitar trabalhos anteriores (os do PECA e outros), os estudos, os projetos, as pesquisas, os perrengues, os erros e os acertos.

Elaborar uma proposta para sugerir novos (e maiores) passos para um projeto que há 14 anos rodava tão redondinho foi uma decisão difícil. Mas que acreditávamos que cabia sim de ser feita. Talvez nem tanto pelas possibilidades imediatas, mas para mostrar, também dessa forma, que o PECA é um programa de extensão acadêmica que desperta interesses e motivações muito além das áreas da saúde. Ou que as áreas da saúde conversam com muitas outras áreas, e vice versa; que tem campo de atuação e pesquisa em múltiplas abordagens, olhares e sentidos.

Sabemos que isso não é novidade. Imaginamos que a comunidade acadêmica ligada ao PECA deve tocar nesse ponto com alguma frequência em suas conversas. Os próprios depoimentos e conversas com alunos/comissões mostram bastante isso.

Aliás, esse é um ponto muito importante de mencionar : as conversas com os alunos; o prazer de presenciar diferentes etapas de suas formações, em diferentes momentos.

Em 2018 em Araraquara repetimos a experiência de pedir alguns depoimentos; pedir que alunos/as falassem sobre seus sentimentos de estarem ali. Tivemos a feliz oportunidade de repetir algumas pessoas que haviam feito depoimento (ou tínhamos conversado livremente) em 2017, e foi incrivelmente lindo perceber que aquelas pessoas do primeiro momento já não eram as mesmas naquele outro. Falavam diferente, sentiam diferente. Era perceptível que além de terem avançado na caminhada acadêmica, também tinham mudado por dentro.

E isso vinha a tona de maneira bem sutil, às vezes em palavras, às vezes apenas em expressões faciais…

No fim das contas, terminamos o PECA 2018, aqui na F14, acreditando mais um pouquinho nessa construção coletiva de relações que possibilitam pessoas acessarem seus pontos-chave de desenvolvimento na vida.

Acreditamos também que essa narrativa da F14 para / com o PECA ainda tem campo de observação, produção, e muito a ser feito em estímulo às formações individuais e coletivas. De todos nós.

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[ A ] | PECA: o que é, o que realiza  [ sobre ]
#1 | 2013, São Sebastião | SP  [ relato fotográfico ]
#2 | 2017, Limeira | SP  [ relato fotográfico ]

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#4 | 2019, Araraquara | SP  [ relato fotográfico ]

 


HORA DO CINEMA: de novo os irmãos camaradas da Yantra Imagens produziram os vídeos documentais / institucionais para PECA 2018 :

teaser :

vídeo completo :

 


PECA é um projeto de extensão acadêmica dos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP

Rua Dr. Cesário Motta Jr., 61 – São Paulo/SP , CEP 01221-020 – tel +55 11 3367-7700

visite também o site institucional do PECA

 

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